Aqui estou eu a escrever do Arquipélago mais lindo do Mundo.
O Arquipélago que tem nele a ponta mais ocidental da Europa, sim porque aqui é PORTUGAL.
Açores de seu nome, com as suas nove ilhas (Santa Maria, São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial, Flores e Côrvo) constitui o maior espaço marítimo à responsabilidade de um País (PORTUGAL).
As suas ilhas, de beleza impar e de per si invulgares, formam um conjunto que, turisticamente bem explorado, poderia ser o destino mais procurado no Mundo.
Até a própria actividade vulcânica, tantas vezes trazida à baila como factor do não desenvolvimento, poderia ser alvo de um turismo científico bem planeado e assistido.
A sua riqueza piscícula daria para a realização de múltiplas actividades desde a pesca desportiva ao mergulho fotográfico e também ao já mencionado turismo científico para estudo das suas mais variadas e raras espécies, enxaréu e veja (lê-se véja), por exemplo.
A sua riqueza gastronómica não tem par sendo de realçar os diversos pratos de polvo e as alcatras deliciosas e tão típicas (se a Europa não as proibir ou se a ASAE não mandar fechar os nossos restaurantes mais típicos).
A sua produção de gado bovino tem tanto valor que a Europa já mandou reduzir a produção leiteira, quando nós portugueses poderíamos estar a usofruir de produtos derivados do leite e do próprio leite a muito mais baixo custo. Temos as grandes cadeias de super e hiper-mercados a importar leite espanhol excedentário enquanto nós, os Portugueses, temos de produzir menos. É isto que ganhamos com a nossa insercão na Europa Comunitária, que ao nome só faz jus para os países mais poderosos do centro da Europa e Espanha. Por isso acho que os políticos europeus não querem fazer referendos, pois sabem que as massas são nitidamente contra esta união de Estados, veja-se o caso da Irlanda que é sintomático: o único país a referendar o Tratado de Lisboa, votou NÃO à sua ratificação. A reacção dos outros foi, não alinhas, pomos-te de parte, ou seja, ou os países da união são alinhados sem fazer ondas ou pura e simplesmente não interessam e são postos à margem pelos mais poderosos. O que me parece é que os nossos políticos teem medo de perder o dinheiro e o poleiro fáceis da Europa e por isso não põem em referendo estes assuntos. Estaríamos muito melhor fora deste grupo de mandões da Europa.
Mas continuando nos Açores. Há espaço para tudo neste Arquipélago a meio Oceano plantado. Podemos ter desde uma Base Aérea na Terceira, movimentada e que gera cinergias à sua volta, até ao sossego retemperador das quedas de água nas Flores; desde o calor subtropical de Santa Maria, até às neves do Pico; desde da actividade vulcânica significativa de São Miguel até à calma da ilha do Corvo; desde a alcatra de mero da Graciosa, ao queijo de São Jorge e ao gin do Peter's no Faial.
A diversidade que estas Ilhas representam são razão suficiente para se dizer que se o paraíso existe (duvido), uma das suas extenções chama-se Açores e está aqui, no Reino de Portugal.
Se até os cachalotes e outros mamíferos marinhos de grande e médio porte fazem destas paragens um refúgio, porque é que nós fechamos os olhos a todo este potencial?
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Tristeza alegre ou finalmente
À custa do bom nome de Portugal saiu Scolari sem ganhar qualquer troféu, e ainda bem.
Tenho estado a ouvir os comentários sobre o jogo e ainda não ouvi falar das verdadeiras razões da eliminação aos pés do colosso alemão e é tão simples.
1 - Portugal não se dá bem com brasileirismos nem na selecção nem em nada que se possa pensar (acordo ortográfico incluído) e ter Scolari, mais Murtosa, mais Schenaider, mais Deco, mais Pepe é demais.
2 - O grande jogador desta equipa, o verdadeiro patrão da selecção, JOÃO MOUTINHO, lesionou-se e teve de sair ainda na primeira parte e acabou-se aí a única hipótese de criatividade que já se estava a revelar no jogo.
3 - O modo de defender bolas paradas adoptado pelo brasileiro que nada ganhou, enterrou a equipa.
4 - A equipa ideal de Portugal, com os que foram convocados, seria: Ricardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Miguel Veloso, Fernando Meira, João Moutinho e Simão, Quaresma, Cristiano Ronaldo e Nani.
Agora por favor aproveitem o balanço de união nacional e corram com o Sócrates do poleiro e, já agora, ponham o Rei de Portugal no poder.
Acabem com estes políticos corruptos.
VIVA PORTUGAL
Tenho estado a ouvir os comentários sobre o jogo e ainda não ouvi falar das verdadeiras razões da eliminação aos pés do colosso alemão e é tão simples.
1 - Portugal não se dá bem com brasileirismos nem na selecção nem em nada que se possa pensar (acordo ortográfico incluído) e ter Scolari, mais Murtosa, mais Schenaider, mais Deco, mais Pepe é demais.
2 - O grande jogador desta equipa, o verdadeiro patrão da selecção, JOÃO MOUTINHO, lesionou-se e teve de sair ainda na primeira parte e acabou-se aí a única hipótese de criatividade que já se estava a revelar no jogo.
3 - O modo de defender bolas paradas adoptado pelo brasileiro que nada ganhou, enterrou a equipa.
4 - A equipa ideal de Portugal, com os que foram convocados, seria: Ricardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Miguel Veloso, Fernando Meira, João Moutinho e Simão, Quaresma, Cristiano Ronaldo e Nani.
Agora por favor aproveitem o balanço de união nacional e corram com o Sócrates do poleiro e, já agora, ponham o Rei de Portugal no poder.
Acabem com estes políticos corruptos.
VIVA PORTUGAL
domingo, 1 de junho de 2008
Há muito tempo
É verdade. Há muito tempo não vinha por aqui.
E se venho é porque me parece que é preciso chamar já a atenção para quem ganhou as eleições no PSD.
Reparem que era a única candidata que referiu que o Sócrates está a governar bem. Que não é possível fazer melhor. Lindo. E a alternativa a Sócrates é agora uma sua apoiante, a Manuela.
O Povo Português é mesmo burro ou então masoquista.
Que ideia pode passar pela cabeça das bases do PSD para cometerem uma atrocidade destas?
Ou seja, nos próximos 5 anos e meio, vamos ter mais do mesmo. Ou temos Sócrates mais 4 anos ou temos Manuela Ferreira Leite esses mesmos 4 anos o que é exactamente a mesma coisa.
Isto tudo, porque o Povo Português não é capaz de reagir e não votar nestas nódoas.
Aliás o Povo Português não reage a nada. Estamos em pleno protesto contra o aumento dos combustíveis e o que se passa?
O Povo Português continua a ir reabastecer à GALP, à BP e à REPSOL. E os jornalistas não dão cobertura se está a ter adesão ou não o boicote. Não interessa incomodar. Mais uma vez os jornalistas a calarem uma voz já de si fraca.
Vou sempre dar ao mesmo sítio: os jornalistas portugueses não prestam.
Votos de melhoras PORTUGAL.
E que, pelo menos a selecção, vá à segunda fase que já não seria mau.
E se venho é porque me parece que é preciso chamar já a atenção para quem ganhou as eleições no PSD.
Reparem que era a única candidata que referiu que o Sócrates está a governar bem. Que não é possível fazer melhor. Lindo. E a alternativa a Sócrates é agora uma sua apoiante, a Manuela.
O Povo Português é mesmo burro ou então masoquista.
Que ideia pode passar pela cabeça das bases do PSD para cometerem uma atrocidade destas?
Ou seja, nos próximos 5 anos e meio, vamos ter mais do mesmo. Ou temos Sócrates mais 4 anos ou temos Manuela Ferreira Leite esses mesmos 4 anos o que é exactamente a mesma coisa.
Isto tudo, porque o Povo Português não é capaz de reagir e não votar nestas nódoas.
Aliás o Povo Português não reage a nada. Estamos em pleno protesto contra o aumento dos combustíveis e o que se passa?
O Povo Português continua a ir reabastecer à GALP, à BP e à REPSOL. E os jornalistas não dão cobertura se está a ter adesão ou não o boicote. Não interessa incomodar. Mais uma vez os jornalistas a calarem uma voz já de si fraca.
Vou sempre dar ao mesmo sítio: os jornalistas portugueses não prestam.
Votos de melhoras PORTUGAL.
E que, pelo menos a selecção, vá à segunda fase que já não seria mau.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Mais um poema
Este blog está quase a ser um depósito de composições minhas.
Este é mais um exemplo do KOSOVO
ESTE É O MOMENTO
Este é o momento certo para dizer
Tudo o que me vai na alma ferida
Deste desterro a que estou sujeito.
Quero gritar, mas não consigo sequer inspirar respeito,
Ninguém me dá a mais pequena guarida
Para eu saber o que fazer.
É tudo uma questão de paciência, alguém dirá.
Mas se tal fosse a mais pura das verdades,
Poder-se-ia dizer também que quem espera
Não só alcança, mas também desespera.
E nem que me digam que são apenas saudades,
Este é o momento em que tudo se abrirá.
Este é o momento da mais pura solidão,
De caminhar só por entre a gente,
De saborear fel ouvindo um violino tocando.
Mas por favor alguém me responda: até quando
Terei de ficar de lado? De ser diferente?
Não é fácil alguém ajudar-me, pois não?
Também não esperava que me ajudassem.
Estou habituado a sofrer comigo mesmo
Todas as peripécias que a vida me apronta.
Só que no fim, depois de acertada a conta,
Dou comigo por aí, a andar a esmo,
Sem rumo, como se as pessoas me evitassem.
Quero sentir ainda uma última réstia de alento
Para poder dizer a tudo quanto é mundo
Que estou vivo, que respiro, que sinto...
E se o futuro vier a dizer que aqui minto
Será porque cometi um erro profundo
E não era mesmo este o momento.
Este é mais um exemplo do KOSOVO
ESTE É O MOMENTO
Este é o momento certo para dizer
Tudo o que me vai na alma ferida
Deste desterro a que estou sujeito.
Quero gritar, mas não consigo sequer inspirar respeito,
Ninguém me dá a mais pequena guarida
Para eu saber o que fazer.
É tudo uma questão de paciência, alguém dirá.
Mas se tal fosse a mais pura das verdades,
Poder-se-ia dizer também que quem espera
Não só alcança, mas também desespera.
E nem que me digam que são apenas saudades,
Este é o momento em que tudo se abrirá.
Este é o momento da mais pura solidão,
De caminhar só por entre a gente,
De saborear fel ouvindo um violino tocando.
Mas por favor alguém me responda: até quando
Terei de ficar de lado? De ser diferente?
Não é fácil alguém ajudar-me, pois não?
Também não esperava que me ajudassem.
Estou habituado a sofrer comigo mesmo
Todas as peripécias que a vida me apronta.
Só que no fim, depois de acertada a conta,
Dou comigo por aí, a andar a esmo,
Sem rumo, como se as pessoas me evitassem.
Quero sentir ainda uma última réstia de alento
Para poder dizer a tudo quanto é mundo
Que estou vivo, que respiro, que sinto...
E se o futuro vier a dizer que aqui minto
Será porque cometi um erro profundo
E não era mesmo este o momento.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
A montanha pariu um rato
Pois é verdade.
Como é costume em Portugal, os poderosos safam-se sempre.
Refiro-me à vergonhosa sentença de condenação de FCPorto e Boavista FC numa das conclusões do apito final.
Dois clubes com a mesma culpa no cartório têm punições diferentes.
- O Boavista desce de divisão, o Porto só perde 6 pontos quando já é cómodo perdê-los;
- O Boavista tem de pagar 180.000 € de multa, o Porto só 150.000 €;
- O presidente do Boavista castigado 4 anos, o do Porto só 2.
Sempre me ensinaram que ou há moralidade ou comem todos. Porquê esta diferença? É que sempre foi assim. Aqui ficam alguns exemplos:
- Sá Pinto agrediu Artur Jorge num local público, levou um ano de castigo sem poder jogar em Portugal. 2 semanas apenas depois deste acontecimento, Jardel (então no Porto) e João Vieira Pinto (então no Benfica) pegaram-se ao soco no estádio da luz e levaram um jogo de castigo cada um. Há relativamente pouco tempo o brasileiro selecionador de Portugal tentou a agressão a um atleta dentro do recinto desportivo, a Federação Portuguesa de Futebol apoiou-o, nunca o castigando por tal acto.
Vejam esta comparação, é muito menos grave, perante os olhos dos nossos dirigentes desportivos, andar ao murro dentro dos recintos desportivos onde se pugna pelo fair-play e pelo desportivismo, do que num local público que nada tem a ver com um recinto desportivo. Ou será que Sá Pinto foi castigado por ter conseguido fazer o que milhões de benfiquistas queriam fazer e não tinham coragem? Ou será ainda que Sá Pinto foi castigado porque envergava a camisola às riscas verdes e brancas e essas não são as cores de Porto e Benfica? É que parece que para se ser castigado não se pode pertencer àqueles dois clubes.
- Outro exemplo de dualidade de punições: numa época encontram-se Benfica e Sporting numa final da Taça de Portugal, a festa do futebol português. Um elemento da claque No Name Boys do Benfica dispara um very-light militar e mata do outro lado do Estádio Nacional (uma das grandes obras do Estado Novo) um adepto do Sporting. Castigo para o Benfica zero. Na mesma época, num jogo entre as mesmas duas equipas no Estádio José Alvalade, a Juventude Leonina mandou para o relvado oito tochas de fumo o que obrigou a interromper o referido jogo. Castigo para o Sporting 1 milhão de escudos (mil contos). Num jogo da mesma época entre os dois rivais de Milão (Inter e AC Milan), um adepto do AC Milan manda com uma garrafa de Coca-Cola e acerta no calcanhar do fiscal de linha, não tendo resultado nenhuma lesão no senhor. Castigo para o AC Milan, 3 jogos em casa para o campeonato a jogar à porta fechada sem receita portanto, multa e perca dos 3 pontos do jogo que disputou com o Inter. Então já acreditam que é preciso não se ser do Benfica ou do Porto para se ser castigado? o caso dos de Milão era só para entenderem a gravidade dos actos. Matar uma pessoa é um acto normal, já os outros provadamente não o são. O que aconteceria se a mão do jovem que disparou o Very-light estivesse virada para o camarote presidencial em vez de estar virada para o outro lado? Nada de diferente com certeza pois, se acertasse no Presidente da República, estaria a matar outro adepto do Sporting.
- Ainda outro exemplo: no passado fim de semana, resultante dos scores dos diversos jogos da jornada, ficou o Sporting no segundo lugar do campeonato, com 2 pontos de avanço do Vitória de Guimarães e 3 do Benfica, ficando adiada a decisão desse segundo lugar para a última jornada. Durante a semana foram consecutivamente inventadas histórias à volta da equipa do Sporting de modo a tentar desestabilizar a juventude quea compõe Na passada 4ª. Feira foi a possível interdição de Alvalade por um jogo, por causa do comportamento das claques num jogo de há um mês atrás. Na 5ª. Feira foi o possível castigo a Yannick Djaló por 2 jogos, por causa de um gesto a pedir silêncio depois de festejar o golo (quantos não fazem isso). Na 6ª. Feira foi a história de que o Sporting teria ordenados em atraso, desmentido pela própria fonte 6 horas após divulgado.
Os milhões que o segundo lugar proporciona, estão a movimentar os acólitos do Benfica de modo a preparar o assalto ao segundo lugar na última jornada, roubando V. de Guimarães e Sporting para lá chegarem.
Mais não digo por hoje.
Como é costume em Portugal, os poderosos safam-se sempre.
Refiro-me à vergonhosa sentença de condenação de FCPorto e Boavista FC numa das conclusões do apito final.
Dois clubes com a mesma culpa no cartório têm punições diferentes.
- O Boavista desce de divisão, o Porto só perde 6 pontos quando já é cómodo perdê-los;
- O Boavista tem de pagar 180.000 € de multa, o Porto só 150.000 €;
- O presidente do Boavista castigado 4 anos, o do Porto só 2.
Sempre me ensinaram que ou há moralidade ou comem todos. Porquê esta diferença? É que sempre foi assim. Aqui ficam alguns exemplos:
- Sá Pinto agrediu Artur Jorge num local público, levou um ano de castigo sem poder jogar em Portugal. 2 semanas apenas depois deste acontecimento, Jardel (então no Porto) e João Vieira Pinto (então no Benfica) pegaram-se ao soco no estádio da luz e levaram um jogo de castigo cada um. Há relativamente pouco tempo o brasileiro selecionador de Portugal tentou a agressão a um atleta dentro do recinto desportivo, a Federação Portuguesa de Futebol apoiou-o, nunca o castigando por tal acto.
Vejam esta comparação, é muito menos grave, perante os olhos dos nossos dirigentes desportivos, andar ao murro dentro dos recintos desportivos onde se pugna pelo fair-play e pelo desportivismo, do que num local público que nada tem a ver com um recinto desportivo. Ou será que Sá Pinto foi castigado por ter conseguido fazer o que milhões de benfiquistas queriam fazer e não tinham coragem? Ou será ainda que Sá Pinto foi castigado porque envergava a camisola às riscas verdes e brancas e essas não são as cores de Porto e Benfica? É que parece que para se ser castigado não se pode pertencer àqueles dois clubes.
- Outro exemplo de dualidade de punições: numa época encontram-se Benfica e Sporting numa final da Taça de Portugal, a festa do futebol português. Um elemento da claque No Name Boys do Benfica dispara um very-light militar e mata do outro lado do Estádio Nacional (uma das grandes obras do Estado Novo) um adepto do Sporting. Castigo para o Benfica zero. Na mesma época, num jogo entre as mesmas duas equipas no Estádio José Alvalade, a Juventude Leonina mandou para o relvado oito tochas de fumo o que obrigou a interromper o referido jogo. Castigo para o Sporting 1 milhão de escudos (mil contos). Num jogo da mesma época entre os dois rivais de Milão (Inter e AC Milan), um adepto do AC Milan manda com uma garrafa de Coca-Cola e acerta no calcanhar do fiscal de linha, não tendo resultado nenhuma lesão no senhor. Castigo para o AC Milan, 3 jogos em casa para o campeonato a jogar à porta fechada sem receita portanto, multa e perca dos 3 pontos do jogo que disputou com o Inter. Então já acreditam que é preciso não se ser do Benfica ou do Porto para se ser castigado? o caso dos de Milão era só para entenderem a gravidade dos actos. Matar uma pessoa é um acto normal, já os outros provadamente não o são. O que aconteceria se a mão do jovem que disparou o Very-light estivesse virada para o camarote presidencial em vez de estar virada para o outro lado? Nada de diferente com certeza pois, se acertasse no Presidente da República, estaria a matar outro adepto do Sporting.
- Ainda outro exemplo: no passado fim de semana, resultante dos scores dos diversos jogos da jornada, ficou o Sporting no segundo lugar do campeonato, com 2 pontos de avanço do Vitória de Guimarães e 3 do Benfica, ficando adiada a decisão desse segundo lugar para a última jornada. Durante a semana foram consecutivamente inventadas histórias à volta da equipa do Sporting de modo a tentar desestabilizar a juventude quea compõe Na passada 4ª. Feira foi a possível interdição de Alvalade por um jogo, por causa do comportamento das claques num jogo de há um mês atrás. Na 5ª. Feira foi o possível castigo a Yannick Djaló por 2 jogos, por causa de um gesto a pedir silêncio depois de festejar o golo (quantos não fazem isso). Na 6ª. Feira foi a história de que o Sporting teria ordenados em atraso, desmentido pela própria fonte 6 horas após divulgado.
Os milhões que o segundo lugar proporciona, estão a movimentar os acólitos do Benfica de modo a preparar o assalto ao segundo lugar na última jornada, roubando V. de Guimarães e Sporting para lá chegarem.
Mais não digo por hoje.
domingo, 4 de maio de 2008
José Régio
Eis o poema que me define e que publico por ser o meu preferido. Cântico Negro de José Régio. É sublime.
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide!
Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, MAIS NINGUÉM.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide!
Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, MAIS NINGUÉM.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Desabafo sentido
Hoje é dia 2 de Maio e ontem foi o dia do luto nacional. Eu explico.
O dia 25 de Abril de 1974 foi dos dias mais bonitos que se viram em Portugal. A Liberdade instaurada por conta de um punhado de militares que puseram na rua o poder que estava nas mãos de alguns.
O dia 1 de Maio de 1974 foi o dia mais feio que Portugal viveu. Foi o dia em que ficou demonstrado que a verdadeira intenção dos políticos que tomaram o poder era tudo menos fazer evoluir Portugal. Viveram-se horrores nesse período conturbado em que tudo era saquiado, roubado, ocupado, estragado, queimado e vandalizado (arranjei tantos sinónimos para nacionalizado).
O dia mais bonito de Portugal foi o 5 de Outubro.
Não, não é esse da vergonhosa afronta republicana de 1910.
É o 5 de Outubro de 1143 em que se comemora o aniversário do Tratado de Zamora. Nesse dia, naquele ano do século XII, os selos reais, reconheciam pela primeira vez o Reino de Portugal, e D. Afonso Henriques como seu suserano. A data é da maior importância para a História do país, dado representar e demonstrar no papel e em documentos escritos, a determinação de D. Afonso Henriques e dos homens livres que o acompanhavam.
Uma guerra civil entre portugueses e galegos começou então, que acabou com a separação e a criação do Reino de Portugal.
Portugal comemora, no entanto, a implantação da República Portuguesa. Um regime imposto aos portugueses por um golpe de estado feito contra a vontade do povo e do qual se aproveitaram organizações criminosas como a Maçonaria, que dois anos antes tinha dado ordens para o assassínio do rei D. Carlos I.
Numa altura em que as organizações Maçónicas, de forma cada vez mais aberta, conspiram para assassinar Portugal, é sintomático que se comemore o crime, e se esqueça o acto fundador na Nação a que temos orgulho de pertencer.
A República, embora não referendada, transformou-se em instituição legítima, mas a sua legitimidade ganharia se houvesse coragem de perguntar aos portugueses se de facto a querem, e se respeitasse a História do País, lembrando o acto fundador de 1143 e da conferência de Zamora, da qual resultou o tratado que transformou Portugal numa realidade até hoje.
Viva Portugal. Viva El-Rei
O dia 25 de Abril de 1974 foi dos dias mais bonitos que se viram em Portugal. A Liberdade instaurada por conta de um punhado de militares que puseram na rua o poder que estava nas mãos de alguns.
O dia 1 de Maio de 1974 foi o dia mais feio que Portugal viveu. Foi o dia em que ficou demonstrado que a verdadeira intenção dos políticos que tomaram o poder era tudo menos fazer evoluir Portugal. Viveram-se horrores nesse período conturbado em que tudo era saquiado, roubado, ocupado, estragado, queimado e vandalizado (arranjei tantos sinónimos para nacionalizado).
O dia mais bonito de Portugal foi o 5 de Outubro.
Não, não é esse da vergonhosa afronta republicana de 1910.
É o 5 de Outubro de 1143 em que se comemora o aniversário do Tratado de Zamora. Nesse dia, naquele ano do século XII, os selos reais, reconheciam pela primeira vez o Reino de Portugal, e D. Afonso Henriques como seu suserano. A data é da maior importância para a História do país, dado representar e demonstrar no papel e em documentos escritos, a determinação de D. Afonso Henriques e dos homens livres que o acompanhavam.
Uma guerra civil entre portugueses e galegos começou então, que acabou com a separação e a criação do Reino de Portugal.
Portugal comemora, no entanto, a implantação da República Portuguesa. Um regime imposto aos portugueses por um golpe de estado feito contra a vontade do povo e do qual se aproveitaram organizações criminosas como a Maçonaria, que dois anos antes tinha dado ordens para o assassínio do rei D. Carlos I.
Numa altura em que as organizações Maçónicas, de forma cada vez mais aberta, conspiram para assassinar Portugal, é sintomático que se comemore o crime, e se esqueça o acto fundador na Nação a que temos orgulho de pertencer.
A República, embora não referendada, transformou-se em instituição legítima, mas a sua legitimidade ganharia se houvesse coragem de perguntar aos portugueses se de facto a querem, e se respeitasse a História do País, lembrando o acto fundador de 1143 e da conferência de Zamora, da qual resultou o tratado que transformou Portugal numa realidade até hoje.
Viva Portugal. Viva El-Rei
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